Onde era mesmo?

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Alopraram.


Vieram com historinha de microblogging, de 140 caracteres, criaram o Twitter achando que iam botar banca. Aí veio um cara que num sabe brincar e aloprou logo. Monoblogging, uma palavra, 28 caracteres. É o Wordr. Brincadeira sem graça.

wordr.org

"Vem com miséria de palavrinha pá cima de mim, porra?!"

sábado, 12 de dezembro de 2009

Cineminha Cult (Em construção).


Bem, neste findi de folga e resolvi fazer uma pequena maratona de cinema cult, porque não tem cabimento um marmanjo de 21 nunca ter assistido Laranja Mecânica, a trilogia do Poderoso Chefão, Apocalypse Now e outras cositas mas intelectuales. São nove filmes. Vou contando de que se tratam as obras(mesmo que eu desconfie que sou o único a não saber).

Os Philmes são:

O Poderoso Chefão: Em suma é a transição de poder de uma famiglia. Transição do pai gagá pro filho que descobre que o diabo mora dentro dele e que isso é muito legal. Vale cada minuto. Coppola tem timming pra narrar as coisas, pra desenvolver os personagens e não deixar 177 min de filme entediantes. Outra ressalva é pras atuações do Pacino(que só reconheci como Pacino quando tava de cara inchada no meio da história) e do Marlon Brando. Os dois são naturais ao ponto de prender os olhos da gente neles quando estão em cena. Foda.

O Poderoso Chefão II: A segunda parte do Powerful Big Boss tem duas frentes: a do estabelecimento do Mike como o Gooooooodfather e uma outra que conta a história de Vito Corleone, desde sua saída da Sicília até virar o fodão em NY. Tudo no filme é muito fluido, tudo muito natural, e isso é difícil ver em filmes hoje em dia, nessa modinha de "cinema enlatado". É muito bom também ver a consistência da história. Parece mesmo que é um mundo do qual se fala um pouco, e sobre o qual há o que falar. Não um queijo cheio de buracos, com encheção de linguiça. Mas dentre todas as características, técnicas ou não, o que mais me chama atenção n'O Poderoso é algo bem banal: a educação dos mafiosos. As situações são todas cheias de cavalheirismo, o que divide o crime contemporâneo do crime do início da era do crime organizado. Lembra um pouco o charme do recente(e do fantástico) Inimigos Públicos. Ah! E Robert de Niro como Don Vito Corleone é muito Horrorshow. Quem não videou tem que videar.

Laranja Mecânica: Conta a história de um hooligan de classe média, que é preso em uma brincadeirinha com os coleguinhas e passa por um tratamento experimental de reabilitação do governo. O negócio termina em merda, e no final, bem, no final a ironia e o cinismo que permeiam a história toda são ilustrados com maestria em uma só cena. Linda. A obra de Anthony Burgess(que eu nunca li) é fantástica pela transgressão. é sarcástica, divertida, inteligente. O inglês semi-analfabeto que os personagens falam e ainda dentro disso os termos próprios que os rapazes do grupo do Alex usam(uma mistura de russo com cockney rhyming) acabam evidenciando como a realidade deles é destacada da Realidade. E Kubrick passou tudo isso pro cinema de uma forma muito legal. Lá, plasticamente, é tudo muito psicodélico. Dos cenários à trilha(de gosto discutível) sonora clássica. É um philme brega. Deliciosamente brega.

Orgulho e Preconceito: Fala da história de amor entre um almofadinha mau-humorado e uma moça pobre de uma família de piriguetes doidas atrás de marido, que junto com a mãe proporcionam fortes momentos vergonha-alheia. O filme é um romance que deve ser visto. Ele prova que homem se amarra mesmo em mulher difícil, que dancinhas medievais são, de fato, a coisa mais ridícula da época e que o sorriso da Keyra Knightley(Elisabeth Bennet) é o mais bonito do meu fim de semana. Faltou, pra ficar tudo no esquema, a mãe da Elisabeth(a mocinha pobre) levar uma surra, ser atropelada por um cavalo, condenada à fogueira ou algo equivalente à chatice dela.

Capote: Capote viaja pra uma cidadezinha do Kansas pra cobrir o assassinato de uma família, mas descobre que a chacina vai dar muito mais caldo do que só uma matéria. Resolve fazer um livro. O philme é sobre o processo que tornou o cara o maior escritor americano da época. Vale a ressalva da atuação do Philip Seymour. O cara encarna o Capote lindamente sem cair na caricatura do homossexual, o que lhe rendeu o Oscar de melhor ator pelo personagem. Personagem que, obviamente, dá alma ao filme. Capote atrai as pessoas. Pela inteligência e pela própria estranheza. Se precisasse de uma palavra pra definir os 98min. da película, seria cinza. Na photographia, nos níveis de clímax, na própria(e principalmente) história e até na personalidade dos personagens. É tudo muito lento e beirando o enfadonho. Não é um philme ruim, pelo contrário. Mas é meio "diphícil". As tomadas panorâmicas nos cortes entre as cenas é uma ótima ilustração do todo do philme: inóspitas, desoladoras e frias.
ps: pra quem quiser ver o Capote de verdade, vai o link:
http://www.youtube.com/watch?v=Xe1cqDLkT38

Cidade dos Anjos: Um anjo decide que não quer ser mais anjo pra pegar uma bixinha. Chorei. É gay, mas eu chorei vendo Cidade dos Anjos. É uma história linda, tem uma construção bem legal, os personagens são carismáticos e valem as sacadas de posicionamento dos anjos no nosso mundo: as roupas, a predileção por lugares altos, a reunião na praia. Meio "pipoca", mas muito bom.

Boa noite, e Boa sorte: Um jornalista resolve declarar guerra a um senador chato pra cacete que acha que se sua esposa pinta as unhas de vermelho, você é comunista. Isso no começo da Guerra Fria. A fotografia do filme é maravilhosa(o preto e branco fica foda quando bem usado, sabe?) e vale como um filme-crítica, mas como diversão(não é isso que ele se propõe a ser) é, o termo é esse, chato mesmo.

O Poderoso Chefão III:
Apocalypse Now:



quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Sou meia sexy.



Putz! Tem coisa que a gente respeita, e tal, mas tem gente que se sacaneia sozinha. Que porra é essa?

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Você sabia?

"Did you know" é um rápido guia pra absorver o que significa viver nossa era(digo era pela pompa de importância dos nossos tempos). No vídeo os caras vomitam informação, todas muito interessantes e com bastante competência no que se refere a nos situar no novo mundo que estamos construindo. É interessante pensar como estamos todos no meio de um processo de mudança tão dramático, uma mudança tão drástica em como vamos sentir (nos mais amplos sentidos) a vida daqui pra frente. Essa transformação, que ainda é uma criança, é nova demais pra ser sentida como se deve. A forma como a Internet hoje é quase um órgão do nosso corpo, como a conjuntura mundial tá mudando em relação a em quais mãos está o poder e o que de fato é poder. Mas quando a gente recebe e encara certos fatos, fica fácil assimilar o que representa fazer parte de tudo que, meio inocentemente, fazemos todos os dias das nossas vidas. Dá certo medo entender o dinamismo e a rapidez com que as coisas andam nesse mundo novo. Ver que os novos processos já são ultrapassados quando finalmente nos acostumamos com eles. Ver como a fragmentação( talvez caiba melhor "descentralização") e a democratização da informação são a peça chave pra que tudo seja centralizado(e disponibilizado) de novo na web. Tudo isso vai acontecendo, talvez rápido de mais pra todo mundo, e no fim, a gente nem percebe. No fim a gente aprende a viver essa vida sem se dar conta que somos peças de uma revolução da nossa própria inteligência. E exatamente por não nos darmos conta disso é que ela, individualmente, acaba não tomando ares de revolução. Devia.

Desde pequenininho.


Nunca fui muito malandro.
Nunca fui muito descolado.
Nem muito bacana.
Nunca tive pose de queridinho.
Nem de rebelde.
Nunca tive opinião curta.
Nem atenção pras que tinha.
Nunca tive um monte de coisa.
Mas tenho meu mundinho.
Que pra mim é um mundo.
E deve me bastar.

Imagem:
Photoshop. Helvetica, shape e textura. Tempo: uns 10 minutos.

Muerde pero no tiene dientes...

A gramática nos dá uma opção mais confiável: No tiene dientes pero muerde.
O escândalo do garotinho e o desespero da apresentadora são uma delícia pra quem gosta de vergonha alheia!
Espero o próximo programa, com algo do tipo "não tem força mas aperta, não tá na tomada mas dá choque, não tem fio mas corta." E a loirinha pra experimentar...