Ela é pop, ela é descolada, ela é na moda. Qualquer moda.
Mais uma vez, se você olhar pra garota abaixo e achá-la parecida com uma ou outra conhecida sua, ou com você mesma, quem sabe, é porque a ilustração deu certo. Desta vez, porque ela (a Patricinha Natalense) também é (assim como
O Playboy Natalense) um amontoado de clichês, mas com bastante apelo entre os machos do grupo, igualmente concebidos em série.
Está tudo lá: da imagem à postura. A franja, cautelosamente protegida, checada a cada cinco minutos (não se vai a público sem ela.). A exibição em praça do
look perfeito, arquitetado horas antes de sair de casa.
Look este que se esforça ao limite pra ser...igual. Afinal, quem gosta de ser olhada como a "ovelha negra", a "deslocada", a "diferente"? "É uó, pô!" Não faz o menor sentido... Depois, salvas exceções (que, por sorte, há), vem a marca maior: a troca das palavras pelos sorrisos, caras e bocas. Agir como uma linda boneca. E bonecas não falam. Falar não é a melhor opção. Na verdade, geralmente não é uma. Pura falta de matéria-prima. É bem mais divertido e importante fazer do evento o dia "PER-FEI-TO", com direito a pose pra foto e post no
Face, pras "Amigas" curtirem, pros "Bixinhos" comentarem. Bem mais divertido. Bem mais importante. E assim segue a vida em Natal. Até aparecer a próxima moda. Qualquer moda.
Deixo então, A Patricinha Natalense:

"Eu sou gata demais!"
Ilustração: Arte feita à mão e Photoshop.